M.A.L.A 2026
Em diálogo com a nossa ida à Argentina em 2026, consideramos fundamental reconhecer a potência do trabalho de Mirtha Dermisache, artista argentina cuja obra expandiu radicalmente as noções de linguagem e escrita. Suas “caligrafias ilegíveis”, como definiu Roland Barthes, rompem com os códigos tradicionais da comunicação verbal, abrindo espaço para uma experiência visual, poética e sensível do texto. A pertinência de estudá-la hoje, especialmente no campo do livro de artista, está na forma como ela tensiona os limites entre palavra, imagem e forma editorial, seus cadernos, publicações e grafismos são verdadeiros livros de artista que não se preocupam em dizer, mas em fazer sentir, traçando percursos subjetivos que nos convidam a ler com o corpo. Revisitar Mirtha é também refletir sobre os gestos da escrita como expressão artística em si, e reconhecer na tradição latino-americana um legado experimental e profundamente contemporâneo.
Orientador Convidado

Paulo Silveira (nome completo: Paulo Antonio de Menezes Pereira da Silveira) é bacharel em Artes Plásticas, com habilitações em Desenho (1986) e Pintura (1988), e em Comunicação Social (1980) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na mesma instituição, obteve seu mestrado (1999) e doutorado (2008) em Artes Visuais, com foco em História, Teoria e Crítica da Arte.Atualmente, atua como professor adjunto de história da arte no Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS, lecionando tanto na graduação quanto na pós-graduação. De 1982 a 2010, foi programador visual na Editora da UFRGS, onde também coordenou a seção de editoração.Como pesquisador, concentra-se nas Artes Visuais, com ênfase em história e teoria da arte contemporânea, percepção e intermídia. É membro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP), do Comitê Brasileiro de História da Arte e cofundador do grupo de pesquisa Veículos da Arte (UFRGS/CNPq).
Semana de imersão 2026
Professores convidados na edição 2026




Luciane Kunde é artista, pesquisadora e educadora. É mestre em Artes Visuais e pesquisa o papel artesanal como recurso expressivo. Enxerga processo e matéria como elementos da criação artística. Desenvolve projetos artísticos autorais e ministra oficinas livres de papel artesanal. É professora da OPA (Oficina de papel artesanal) que acontece no Instituto de Artes, na Unicamp. É membro da IAPMA, associação mundial de artistas pesquisadores em papel.
Andrea Thomazella é artista visual, graduada na Universidade de São Paulo (1982), mestrado e doutorado em Poéticas Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade de Campinas, SP, (2015, 2022). Desenvolve pesquisas com livros de artista, pintura, desenho e gravura.
Claudio Rocha (A.K.A. Active Principle), é um artista visual terráqueo, envolvido com a arqueologia de imagens e seduzido pelas cores, pela computação gráfica e, naturalmente, pelo acaso… Aparentemente, sua curiosidade não tem limites formais, figurando o mundo de maneira sutilmente abstrata, mas apenas quando consegue abstrair a concretude das figuras. A partir de um contato inevitável com o inconsciente coletivo, expõe suas sensações por meio de criações deliberadamente evocativas.
Matheus Gonçalves é artista visual e historiador nascido em São Paulo. Sua prática artística transita entre desenho, gravura, pintura e livros de artista, explorando relações entre arte, política e memória. Através do projeto Blocco Storico, investiga formas de refletir sobre o futuro com técnicas gráficas de reprodução de imagens.




























































