mudar quando tiver o texto novoartistas e livros, andarilhos pela própria natureza(Paulo Silveira)

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Para muitos brasileiros envolvidos com a imagem e a cultura, é provável que desde os bancos escolares a figura do personagem histórico do artista viajante tenha permanecido viva na memória. No meu caso, durante a adolescência, essa figura humana surgiu na sala de aula como algo fascinante, e assim tem se mantido até o presente. Tratava-se de um artista estrangeiro, geralmente europeu, ilustrador qualificado, que abandona o conforto doméstico para se aventurar na longa travessia do Oceano Atlântico. Aqui chegando, registrava em desenhos nossa geografia, fauna, flora, etnias e o que mais fosse do interesse de reportagens visuais de então, e hoje indispensáveis
M.A.L.A 2026
A cada ano, os livros de artista da M.A.L.A. têm um país diferente como destino. Em 2026, será a Argentina. Esse caráter andarilho traz um novo ciclo, e essa mudança pede um novo olhar. Se no ano passado atravessamos o oceano para chegar à França, o tema que nos norteava era a “travessia”. Este ano, acumulamos o histórico de conhecermos a América do Norte, Europa e, agora, América do Sul. E o tema escolhido foi VAGA MUNDO.
O que é vagar o mundo?
A orientadora Chica Boyriven conta que grandes mestres espirituais vagaram o mundo: Jesus Cristo, Buda, Gandhi, … um desapego exemplar. Vagar o mundo seria um caminho de sabedoria?
Monique Allain entende que vaga mundo lembra o movimento intrínseco à condição de existir. Fazemos escolhas que nos direcionam para nossos sonhos e objetivos, mas o mundo tem sua própria dinâmica, e a vida nos leva por caminhos inesperados. Viver é como surfar nas ondas do tempo… exige flexibilidade e atenção para manter o equilíbrio em uma superfície instável e em constante movimento.
Para Estela Vilela, vaga mundo fala do movimento em direção ao desconhecido, como Dante ao dar o primeiro passo na escuridão. É abrir-se a uma caminhada que combina sonho e realidade, onde a paisagem interior e a exterior se espelham, convidando a olhar para dentro enquanto caminhamos para fora. O livro de artista se torna uma espécie de companheiro, recolhendo fragmentos, imagens, sombras, e tudo o que se apresenta no caminho.
O livro, então, é selva e trilha
É viagem e memória
É mundo e abrigo
orientadoras

Chica Boyriven – artista plástica

Estela Vilela – Encadernadora













































