visitas aos acervos 2025

Durante nossa temporada em Paris, os artistas da M.A.L.A. tiveram a rara oportunidade de entrar em contato direto com obras fundamentais do livro de artista em algumas das mais importantes bibliotecas francesas.

A primeira parada foi na Bibliothèque nationale de France (BnF), site François-Mitterrand. Guiadas pela curadora-chefe do departamento de livros raros, vivemos um momento extraordinário. Ela preparou uma seleção especialmente para a M.A.L.A., incluindo obras tão raras que mesmo pesquisadores só podem consultar em fac-símile: Buffet de Picasso; Jazz de Henri Matisse; Le Cirque de Léger; além de encadernações artísticas contemporâneas de Rose Adler, Otto Dorfner, Sün Evrard e outras.

Nossa segunda visita foi à Biblioteca Forney, em um edifício histórico com longa ligação com artesãos e ofícios manuais. Manuseamos livros de artistas contemporâneos e zines, como Pollinium de Tina Flau, gravuras de Martine Rassinneux e Café-livret de Ilona Kiss.

Também visitamos o acervo da École des Beaux-Arts de Paris e seu ateliê, um espaço de mistura e experimentação entre estudantes.

Na BnF Richelieu, conhecemos peças que atravessam milênios: inscrições da Mesopotâmia, papiros egípcios, suportes em pedra e osso. Um lembrete poderoso das múltiplas materialidades possíveis para o escrever e o criar.

Por fim, a Médiathèque Marguerite Duras e a Enseigne des Oudin abriram seus acervos para nós antes das exposições da M.A.L.A., ampliando esse diálogo entre histórias e modos de fazer.

É impossível registrar aqui tudo o que vimos e que nos atravessou: conversas generosas, descobertas inesperadas, encontros que nos acompanharão por muito tempo. Permanece a certeza de que cada biblioteca, cada sala, cada obra ampliou nossos olhares e aprofundou nossa relação com o livro de artista. Foi uma travessia de trocas e novos horizontes, exatamente o que move a M.A.L.A. desde o início.

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