Ivy Ota Calejon

Mini Bio

Ivy Ota Calejon Natural de Pindorama – SP, seu trabalho surge do tensionamento entre as linguagens que a convocam: bordar_escrever_dançar. É artista têxtil, arquiteta, cenógrafa, especialista em artes-manuais para a educação; bailarina/dançarina investiga o movimento desde 2007. Criadora do coletivo artístico Colar de Lina e do grupo de pesquisa em bordado Tecituras de Lina. Desde 2018 investiga sua ancestralidade japonesa, recolhendo peças enferrujadas na Estação de Trem de Pindorama, criando uma arqueologia de materialidades, de memórias, de afetos e de invenções.

@ivy.ota.calejon

FIOS QUE ME PERCORREM E OS PERCORRO 

 

Através da técnica de tingimento de tecidos chamada “impressão ferrosa”, Ivy estabelece uma analogia poética com processos de apagamento e/ou desfazimentos de histórias e tecidos, onde estados corrosivos contaminam seu corpo, sua dança e sua maneira de bordar. A ferrugem é compreendida como uma linguagem efêmera, que segue até que o próprio livro, com o passar do tempo, se desfaça. Através da criação de um livro_corpo, um objeto em tule e tecido tingido e bordado, dá-se uma dança delicada, em deslocamentos e em fluxo, como o balanço do trem. O objeto é lentamente envolvido no corpo da artista, convidando-a a vagar. A performance produz um estado vacante, um descarrilhar por afeto, um vórtice contínuo que explicita a vida crua, as fragilidades, a exaustão e o tópos da pele. Não há parada.

M.A.L.A 2026

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