Curso “Xilogravura em concertina”

R$720.00

 

Início: 01/05/2026

Término: 03/05/2026

Orientador: Matheus Gonçalves

Dia da semana: Sexta-feira, sábado e domingo

Nº de encontros: 3

Horário do curso: 10:00-17:00 (pausa para almoço entre 13:00-14:00)

Carga Horária 18h

Investimento:

Material: Incluso

Pré-requisito: não há

Público Alvo: artistas, historiadores, designers, estudantes, público em geral

Local: Ateliê da Estela Vilela

Endereço: 

 

Sinopse:  

Este curso oferece uma imersão prática e criativa na técnica da gravura em relevo. Ao longo dos encontros, exploraremos os principais suportes contemporâneos utilizados na linguagem, como madeira, linóleo e neolite. Também conheceremos em detalhe as ferramentas essenciais de gravação, como goivas e facas. Entre os temas abordados, serão discutidos aspectos fundamentais para a construção da estampa: desde o preparo de projetos e desenhos para gravuras de alto contraste até as técnicas de transferência destes planos para as matrizes. O percurso inclui exercícios de gravação, confecção de registros para impressão e experimentação com diferentes tipos de papéis e acabamentos, ampliando as possibilidades expressivas da xilogravura. No final, os participantes serão convidados a produzirem um livro de artista no formato “concertina”, que reúne impressões das matrizes produzidas durante o curso.

 

Roteiro de aulas: No primeiro encontro serão apresentadas as principais possibilidades expressivas da xilogravura em particular e da gravura em relevo de maneira mais ampla. Também neste dia, serão apresentadas referências de artistas e de soluções criativas para a construção de um repertório comum de possibilidades gráficas. Então, o artista orientador apresenta os principais conceitos para a produção dos desenhos preparatórios de gravuras em alto contraste. Depois da parte teórica, todos produzem seus projetos e discutem as ideias com o grupo. No segundo encontro, o artista orientador demonstrará maneiras de transferir os projetos realizados para as matrizes. Também serão apresentados os diferentes materiais com os quais se pode produzir gravuras em relevo, como madeira, borracha, linóleo e mdf; e as ferramentas com as quais se pode gravar os suportes, como as goivas e as facas. Então, todos serão convidados a gravarem suas matrizes. No terceiro encontro, será discutido o conceito de registro de impressão e serão apresentados diferentes papeis e suportes nos quais é possível obter boas impressões. Então, será realizada uma pequena tiragem dos resultados da gravação de cada pessoa sobre os papeis apresentados e sobre as estruturas de concertina. Depois, será realizada uma exposição dos resultados das concertinas impressas de cada pessoa e o grupo discutirá sobre o processo criativo e possibilidades de aprofundamento da pesquisa visual.

 

Sobre o Orientador: Sou Matheus Gonçalves, tenho 29 anos, sou artista visual e mestre em História Social pela USP. Minha prática artística transita entre a gravura, a pintura e a produção de livros de artista, tendo como eixo as relações entre arte, política e memória. Investigo formas gráficas de refletir sobre o futuro, recombinando imagens de arquivo, fotografias do cotidiano, colagens e técnicas de impressão como a calcogravura, o chine-collé e a monotipia. As obras resultam em objetos editoriais e peças gráficas artesanais que são ao mesmo tempo documentos poéticos sobre o tempo presente. Minha trajetória inclui participação em feiras e exposições relevantes, como a residência artística Morada Andarilha dos Livros de Artista – M.A.L.A. com exposições em Paris e São Paulo (2025), a Feira Miolos (2024, 2025), a Feira Motim (2025), a Feira Pira (2023); três edições do salão de artes visuais Visualidade Nascente (MAC-USP, C. C. Maria Antônia), nas quais recebi menções honrosas em 2017 e 2022; e Exposição de Arte da Juventude, no SESC Ribeirão Preto (2017). A dimensão pedagógica atravessa minha produção: atuei como professor do curso de ilustração da Fundação das Artes de São Caetano do Sul (2025), fui artista orientador no Programa Vocacional da Secretaria de Cultura de São Paulo (2024-2025) e sou oficineiro em diversos equipamentos culturais desde 2019, experiências que alimentam uma prática comprometida com a democratização da arte e com a potência criativa dos territórios.

 

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